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* O '''Argumento cosmológico de Leibniz''', que usa uma cadeia de explicações em vez de uma cadeia de causas. Depende da premissa de que "tudo o que existe requer uma explicação"; Este conceito é conhecido como o princípio da razão suficiente.
 
* O '''Argumento cosmológico de Leibniz''', que usa uma cadeia de explicações em vez de uma cadeia de causas. Depende da premissa de que "tudo o que existe requer uma explicação"; Este conceito é conhecido como o princípio da razão suficiente.
 
* O '''Argumento da preservação''' argumenta que algo faz com que as coisas continuem existindo.
 
* O '''Argumento da preservação''' argumenta que algo faz com que as coisas continuem existindo.
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== Argumento Formal ==
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O argumento da primeira causa é usado assim:
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# Tudo o que existe deve ter uma causa.
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# Se você seguir a cadeia de eventos ao longo do tempo, ela não poderá voltar infinitamente, assim, eventualmente, você chegará à primeira causa.
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# Esta causa deve, por si mesma, ser não-causada.
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# Mas nada pode existir sem uma causa, exceto Deus.
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# Portanto, Deus existe.
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Uma variante próxima é o argumento do Big Bang: <ref name=":0">Rebecca Newberger Goldstein, ''[http://web.archive.org/web/20150920130710/http://edge.org/conversation/36-arguments-for-the-existence-of-god 36 Arguments for the Existence of God: A Work of Fiction]'', 2011</ref>
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# O universo começou a existir no Big Bang
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# Algo à parte do universo causou isso
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# Portanto, um criador existe.
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== Contra-argumentos ==
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Muitas das críticas ao argumento do [[motor imóvel]] se aplicam aqui.
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=== '''Regresso infinito''' ===
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A resposta mais concisa a este argumento é: "Quem criou Deus?", Que por sua vez levanta a questão "Quem criou o criador de Deus?", E assim por diante, ''ad infinitum''. Isso é conhecido como uma regressão infinita ou "É uma tartaruga sem fim".
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Não é necessariamente impossível que haja uma cadeia infinita de causas e efeitos. Entre os cientistas, é amplamente aceito que nosso universo começou com o Big Bang. Mas não sabemos o que ocorreu na primeira fração de segundo após o Big Bang, nem podemos comentar sobre qualquer coisa que tenha ocorrido antes, já que nenhum experimento foi desenvolvido para testar hipóteses sobre esses primeiros momentos.
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Alguns já afirmaram que, com um passado infinito, nunca poderíamos chegar ao agora. Voltando ao infinito: Uma infinidade de segundos não se estenderia para o futuro, eternamente? Partindo de um futuro infinito, você pode ir um segundo antes disso, e um segundo depois disso, ad infinitum, e chegar ao agora?
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=== '''Por que assumir que a primeira causa é semelhante a um deus?''' ===
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==== '''Processos naturais e vários criadores não são descartados.''' ====
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Mesmo se admitirmos que existe uma causa primeira, não faz sentido supor que seja algum tipo de deus, quanto mais ''Iahweh''. A ideia de um deus inteligente e criador de um universo "apenas existente" é muito mais difícil de explicar do que o próprio universo "existente". A inteligência é uma das coisas mais complexas que conhecemos no universo. Assumir a existência de um ser que é tão inteligente que pode projetar um universo inteiro, assim como microgerenciar a vida pessoal de bilhões de pessoas na Terra através da oração, exigiria uma enorme quantidade de explicações.
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==== '''Apelo especial a respeito de Deus existir fora do tempo''' ====
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Há uma contradição entre a primeira afirmação e a segunda afirmação. Se "tudo o que existe tem uma causa" então não pode existir nada que não tenha uma causa, o que significa que não existe uma causa primeira. Ou algumas coisas podem existir sem causas, ou nada pode. Não pode ser das duas maneiras. Deus é considerado isento de regressão infinita por apelo especial.
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Mudar "Tudo o que existe tem uma causa" para "Tudo o que começa a existir tem uma causa" produz uma variante conhecida como [[Kalam|argumento cosmológico Kalam]].
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Os cristãos tentam evitar o retrocesso de Deus dizendo "Deus não precisa de uma causa porque está fora do tempo". Esta é uma fuga simplista. Se tudo o que é necessário para contornar o argumento da primeira causa é uma entidade que existe fora do tempo, então tudo o que precisamos fazer é postular uma única partícula que existe fora do tempo e desencadear o Big Bang. Não precisa ter nenhum poder adicional. Além disso, essa partícula pode existir, dependendo de como você define "fora do tempo". Os fótons (partículas de luz) não experimentam o tempo, pois se movem à velocidade da luz. Portanto, de acordo com esse argumento, a luz pode surgir sem causa.
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Teístas objetarão que essa partícula deveria ter uma causa. Mas eles já refutaram esse argumento ao admitir que existe uma causa não causada em primeiro lugar. Se Deus pode existir sem uma causa, por que não uma partícula? Por que não o universo? Pode ser que o universo seja o ser necessariamente existente e seja impossível que ele esteja em qualquer outro estado.
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=== '''Nem todos os eventos têm necessariamente causas''' ===
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O argumento afirma que "tudo o que existe tem uma causa". No entanto, esta é sem dúvida uma afirmação falsa e uma generalização precipitada. É possível que alguns eventos, em particular na escala quântica, não tenham causas (ou pelo menos não entendemos completamente a causa neste momento).
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Algumas versões do argumento cosmológico baseiam-se em cadeias de explicações a partir de fenômenos observados. Entretanto, tal explicação não existe e os fenômenos podem ser um "fato bruto". Isso é conhecido como o problema de Glendower.
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O argumento cosmológico teve pouco impacto sobre a apologética islâmica porque a causalidade já estava em dúvida e não foi sensato basear um argumento nessa fundação incerta.<blockquote>''"A principal razão pela qual o argumento cosmológico foi, portanto, rejeitado pelos dois filósofos [islâmicos] e pelos teólogos foi o fato de que o conceito de causalidade sobre o qual ele se baseou havia sido exposto à dúvida desde o início do Kalam [apologética islâmica].'' [...]'' a alegada necessidade deste princípio é uma mera ilusão, porque é uma inferência injustificada, baseada na observação da correlação de eventos. A observação, contudo, mostra simplesmente que o alegado efeito acontece ao lado da causa e não através dela'' [. ..] ''e, portanto, tal correlação não é logicamente necessária, mas é antes o resultado de uma correlação não logicamente necessária, mas sendo antes o resultado de mera disposição psicológica ou hábito. ''<ref>http://web.archive.org/web/20150920130710/http://www.muslimphilosophy.com/ip/pg1.htm</ref>''"''</blockquote>
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=== '''Explicação não parcimoniosa''' ===
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A hipótese de Deus não é apenas desnecessária, mas também não é parcimoniosa. Para explicar algo aparentemente projetado e que não pode se criar, um ser é criado para a existência, o que exigiria uma explicação ainda mais improvável.
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Pelo mesmo raciocínio, Deus criou o mal<blockquote>''"[Enquanto o mal existir], ele vai te confundir muito com antropomorfos, como dar conta disso. Você deve atribuir uma causa para isso, sem ter que recorrer à primeira causa [Deus]. Mas como todo efeito deve ter uma causa e isso causa outro, você deve continuar a progressão ao infinito, ou se basear naquele princípio original, que é a causa última de todas as coisas... [isto é, Deus] "'' - David Hume</blockquote>
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=== '''Argumentos a priori não podem estabelecer questões de fato''' ===
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No geral, esse argumento é um exemplo de uma prova pela lógica, em que os filósofos tentam "demonstrar" deus apenas com um silogismo lógico, desprovido de qualquer evidência que o confirme. Isso é indiscutivelmente inapropriado para estabelecer questões de fato.
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=== '''Causa e efeito não se aplicam necessariamente a todo o universo''' ===
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Temos experiência de causa e efeito nos últimos tempos, em baixas energias e em pequenas escalas. Não é apropriado aplicar esse conceito ao universo como um todo porque não temos experiência de causa e efeito nessa circunstância e não podemos ter certeza de que isso ainda se aplica. <ref name=":0" /><blockquote>''"a causalidade é extensível além do universo, e nós temos uma ideia clara de como usá-la. ''<ref name=":1">http://web.archive.org/web/20150920130710/http://www.reasonablefaith.org/36-arguments-for-the-existence-of-god</ref><ref name=":1" />''"''</blockquote>Ter uma definição clara não torna o conceito automaticamente aplicável ao universo que está em um estado ou idade muito diferente. A definição de causalidade muitas vezes se baseia em outros conceitos inventados por humanos, tais como "entidades", "existência" e "não-existência", que também podem não se aplicar ao universo inicial. A única maneira de os apologistas saberem se a causalidade se aplica à origem do universo é ter experiência direta da origem do universo. Frequentemente, a cosmologia não está de acordo com noções que os humanos acham intuitivas. Sem observação direta, a causalidade do universo é mera especulação.
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== Argumentos adicionais ==
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=== '''Ninguém realmente usa a premissa de que "tudo tem uma causa"''' ===
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<blockquote>''"O problema com esta refutação é que nenhuma versão do argumento cosmológico encontrado nas obras de seus principais propositores afirma [tudo o que existe deve ter uma causa.]"'' - William Lane Craig <ref name=":1" /></blockquote>Na verdade, essa premissa é amplamente usada como base para o argumento da primeira causa, particularmente entre a apologética popular. <ref>http://web.archive.org/web/20150920130710/http://www.philosopher.org.uk/god.htm</ref> <ref>http://web.archive.org/web/20150920130710/http://godsbreath.net/2008/06/19/god-exists/</ref> Tomás de Aquino argumentou que "nada pode ser a causa de si mesmo", o que equivale à mesma coisa. Em contraste, os filósofos geralmente preferem o argumento Kalam ou o argumento cosmológico de Leibniz.
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== Referências ==
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<references />

Edição atual tal como às 03h56min de 20 de Abril de 2019

Direitos Reservados ao Iron Chariots, Link original aqui

O argumento cosmológico é um argumento para Deus baseado no princípio de que tudo tem uma causa. O argumento também é conhecido como argumento da primeira causa, argumento da causa não-causada, argumento da existência e argumento causal. Uma das declarações mais influentes do argumento foi de Tomás de Aquino:

"Nada é causado por si mesmo. Todo efeito tem uma causa anterior. Isso leva a uma regressão. Isso tem que ser terminado por uma causa primeira, que chamamos de Deus."
Existem algumas variantes populares do argumento cosmológico, incluindo:

  • Kalam, que argumenta que as coisas que não surgem não requerem uma causa.
  • Por que existe algo em vez de nada?, que argumenta que a cadeia de eventos ou o estado do universo requer uma explicação extra.
  • O Argumento cosmológico de Leibniz, que usa uma cadeia de explicações em vez de uma cadeia de causas. Depende da premissa de que "tudo o que existe requer uma explicação"; Este conceito é conhecido como o princípio da razão suficiente.
  • O Argumento da preservação argumenta que algo faz com que as coisas continuem existindo.

Argumento Formal Editar

O argumento da primeira causa é usado assim:

  1. Tudo o que existe deve ter uma causa.
  2. Se você seguir a cadeia de eventos ao longo do tempo, ela não poderá voltar infinitamente, assim, eventualmente, você chegará à primeira causa.
  3. Esta causa deve, por si mesma, ser não-causada.
  4. Mas nada pode existir sem uma causa, exceto Deus.
  5. Portanto, Deus existe.

Uma variante próxima é o argumento do Big Bang: [1]

  1. O universo começou a existir no Big Bang
  2. Algo à parte do universo causou isso
  3. Portanto, um criador existe.

Contra-argumentos Editar

Muitas das críticas ao argumento do motor imóvel se aplicam aqui.

Regresso infinito Editar

A resposta mais concisa a este argumento é: "Quem criou Deus?", Que por sua vez levanta a questão "Quem criou o criador de Deus?", E assim por diante, ad infinitum. Isso é conhecido como uma regressão infinita ou "É uma tartaruga sem fim".

Não é necessariamente impossível que haja uma cadeia infinita de causas e efeitos. Entre os cientistas, é amplamente aceito que nosso universo começou com o Big Bang. Mas não sabemos o que ocorreu na primeira fração de segundo após o Big Bang, nem podemos comentar sobre qualquer coisa que tenha ocorrido antes, já que nenhum experimento foi desenvolvido para testar hipóteses sobre esses primeiros momentos.

Alguns já afirmaram que, com um passado infinito, nunca poderíamos chegar ao agora. Voltando ao infinito: Uma infinidade de segundos não se estenderia para o futuro, eternamente? Partindo de um futuro infinito, você pode ir um segundo antes disso, e um segundo depois disso, ad infinitum, e chegar ao agora?

Por que assumir que a primeira causa é semelhante a um deus? Editar

Processos naturais e vários criadores não são descartados. Editar

Mesmo se admitirmos que existe uma causa primeira, não faz sentido supor que seja algum tipo de deus, quanto mais Iahweh. A ideia de um deus inteligente e criador de um universo "apenas existente" é muito mais difícil de explicar do que o próprio universo "existente". A inteligência é uma das coisas mais complexas que conhecemos no universo. Assumir a existência de um ser que é tão inteligente que pode projetar um universo inteiro, assim como microgerenciar a vida pessoal de bilhões de pessoas na Terra através da oração, exigiria uma enorme quantidade de explicações.

Apelo especial a respeito de Deus existir fora do tempo Editar

Há uma contradição entre a primeira afirmação e a segunda afirmação. Se "tudo o que existe tem uma causa" então não pode existir nada que não tenha uma causa, o que significa que não existe uma causa primeira. Ou algumas coisas podem existir sem causas, ou nada pode. Não pode ser das duas maneiras. Deus é considerado isento de regressão infinita por apelo especial.

Mudar "Tudo o que existe tem uma causa" para "Tudo o que começa a existir tem uma causa" produz uma variante conhecida como argumento cosmológico Kalam.

Os cristãos tentam evitar o retrocesso de Deus dizendo "Deus não precisa de uma causa porque está fora do tempo". Esta é uma fuga simplista. Se tudo o que é necessário para contornar o argumento da primeira causa é uma entidade que existe fora do tempo, então tudo o que precisamos fazer é postular uma única partícula que existe fora do tempo e desencadear o Big Bang. Não precisa ter nenhum poder adicional. Além disso, essa partícula pode existir, dependendo de como você define "fora do tempo". Os fótons (partículas de luz) não experimentam o tempo, pois se movem à velocidade da luz. Portanto, de acordo com esse argumento, a luz pode surgir sem causa.

Teístas objetarão que essa partícula deveria ter uma causa. Mas eles já refutaram esse argumento ao admitir que existe uma causa não causada em primeiro lugar. Se Deus pode existir sem uma causa, por que não uma partícula? Por que não o universo? Pode ser que o universo seja o ser necessariamente existente e seja impossível que ele esteja em qualquer outro estado.

Nem todos os eventos têm necessariamente causas Editar

O argumento afirma que "tudo o que existe tem uma causa". No entanto, esta é sem dúvida uma afirmação falsa e uma generalização precipitada. É possível que alguns eventos, em particular na escala quântica, não tenham causas (ou pelo menos não entendemos completamente a causa neste momento).

Algumas versões do argumento cosmológico baseiam-se em cadeias de explicações a partir de fenômenos observados. Entretanto, tal explicação não existe e os fenômenos podem ser um "fato bruto". Isso é conhecido como o problema de Glendower.

O argumento cosmológico teve pouco impacto sobre a apologética islâmica porque a causalidade já estava em dúvida e não foi sensato basear um argumento nessa fundação incerta.

"A principal razão pela qual o argumento cosmológico foi, portanto, rejeitado pelos dois filósofos [islâmicos] e pelos teólogos foi o fato de que o conceito de causalidade sobre o qual ele se baseou havia sido exposto à dúvida desde o início do Kalam [apologética islâmica]. [...] a alegada necessidade deste princípio é uma mera ilusão, porque é uma inferência injustificada, baseada na observação da correlação de eventos. A observação, contudo, mostra simplesmente que o alegado efeito acontece ao lado da causa e não através dela [. ..] e, portanto, tal correlação não é logicamente necessária, mas é antes o resultado de uma correlação não logicamente necessária, mas sendo antes o resultado de mera disposição psicológica ou hábito. [2]"

Explicação não parcimoniosa Editar

A hipótese de Deus não é apenas desnecessária, mas também não é parcimoniosa. Para explicar algo aparentemente projetado e que não pode se criar, um ser é criado para a existência, o que exigiria uma explicação ainda mais improvável.

Pelo mesmo raciocínio, Deus criou o mal

"[Enquanto o mal existir], ele vai te confundir muito com antropomorfos, como dar conta disso. Você deve atribuir uma causa para isso, sem ter que recorrer à primeira causa [Deus]. Mas como todo efeito deve ter uma causa e isso causa outro, você deve continuar a progressão ao infinito, ou se basear naquele princípio original, que é a causa última de todas as coisas... [isto é, Deus] " - David Hume

Argumentos a priori não podem estabelecer questões de fato Editar

No geral, esse argumento é um exemplo de uma prova pela lógica, em que os filósofos tentam "demonstrar" deus apenas com um silogismo lógico, desprovido de qualquer evidência que o confirme. Isso é indiscutivelmente inapropriado para estabelecer questões de fato.

Causa e efeito não se aplicam necessariamente a todo o universo Editar

Temos experiência de causa e efeito nos últimos tempos, em baixas energias e em pequenas escalas. Não é apropriado aplicar esse conceito ao universo como um todo porque não temos experiência de causa e efeito nessa circunstância e não podemos ter certeza de que isso ainda se aplica. [1]

"a causalidade é extensível além do universo, e nós temos uma ideia clara de como usá-la. [3][3]"
Ter uma definição clara não torna o conceito automaticamente aplicável ao universo que está em um estado ou idade muito diferente. A definição de causalidade muitas vezes se baseia em outros conceitos inventados por humanos, tais como "entidades", "existência" e "não-existência", que também podem não se aplicar ao universo inicial. A única maneira de os apologistas saberem se a causalidade se aplica à origem do universo é ter experiência direta da origem do universo. Frequentemente, a cosmologia não está de acordo com noções que os humanos acham intuitivas. Sem observação direta, a causalidade do universo é mera especulação.

Argumentos adicionais Editar

Ninguém realmente usa a premissa de que "tudo tem uma causa" Editar

"O problema com esta refutação é que nenhuma versão do argumento cosmológico encontrado nas obras de seus principais propositores afirma [tudo o que existe deve ter uma causa.]" - William Lane Craig [3]
Na verdade, essa premissa é amplamente usada como base para o argumento da primeira causa, particularmente entre a apologética popular. [4] [5] Tomás de Aquino argumentou que "nada pode ser a causa de si mesmo", o que equivale à mesma coisa. Em contraste, os filósofos geralmente preferem o argumento Kalam ou o argumento cosmológico de Leibniz.

Referências Editar

  1. 1,0 1,1 Rebecca Newberger Goldstein, 36 Arguments for the Existence of God: A Work of Fiction, 2011
  2. http://web.archive.org/web/20150920130710/http://www.muslimphilosophy.com/ip/pg1.htm
  3. 3,0 3,1 3,2 http://web.archive.org/web/20150920130710/http://www.reasonablefaith.org/36-arguments-for-the-existence-of-god
  4. http://web.archive.org/web/20150920130710/http://www.philosopher.org.uk/god.htm
  5. http://web.archive.org/web/20150920130710/http://godsbreath.net/2008/06/19/god-exists/
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