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Conforme formulado por Tomás de Aquino, o argumento do motor imóvel é declarado da seguinte maneira:

"Nada se move sem um motor prévio. Isso nos leva a uma regressão, da qual a única fuga é Deus. Algo teve que dar o primeiro passo, e é algo que chamamos de Deus".
Este argumento é uma das quinque viæ, "Cinco maneiras" ou "cinco provas".

Contra-exemplos

Muitas das respostas ao argumento da "causa sem causa" também se aplicam a este:

  • Se nada se move sem um motor anterior, então Deus também precisa de um motor anterior. Caso contrário, Deus não é nada, o que contradiz a conclusão. Assim, ou a premissa é falsa, caso em que o argumento é infundado ou a conclusão não segue, caso em que o argumento é inválido. De fato, como afirmado, o argumento é claramente auto-contraditório.
  • Quem criou Deus?
  • Qual deus? O argumento não demonstrou nada como um Deus. O uso arbitrário da palavra "Deus" no argumento carrega muita bagagem cultural indesejável, denotando um ser inteligente. Se a causa última de nosso universo for, digamos, uma flutuação quântica aleatória, então isso seria "Deus" pela definição de Tomás de Aquino, mas chamar esse fenômeno de "Deus" seria muito enganador.
  • Dois corpos em repouso começarão a se mover devido à gravidade. Eles podem ser os primeiros a se mover. Portanto, o requisito do mecanismo anterior é desnecessário.
  • Pares de partículas virtuais são criados (e aniquilados) o tempo todo, literalmente do nada. Essas partículas afetam o movimento uma da outra, desmentindo a premissa de Tomás de Aquino. Nem todos os eventos necessariamente têm causas.
  • Mais exoticamente, se o tempo fosse circular (isto é, se o tempo se repetisse de vez em quando, para que o ano 1 fosse também o ano dez trilhões e um), todo movimento poderia ter uma causa anterior sem regressão infinita. Este não parece ser o caso, no entanto.
  • E se houver uma regressão infinita de causas, e daí? A mente humana não se sente à vontade com o conceito de infinito, mas a realidade não tem obrigação de nos deixar à vontade.

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